Gravidez e Bebê

Atividade física para bebês

Muitas mães se perguntam qual a idade ideal para que seus filhos comecem a praticar atividades físicas. A resposta é surpreendente: a partir do primeiro mês de vida!

Atividade física para bebês De acordo com a dra. Renata Waksman, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), nessa fase os bebês estão aptos a receber alguns estímulos, como os da massagem, prática que, entre outros benefícios, aumenta o vínculo e a interação entre mãe e filho.

A tese de que o bebê deve ser provocado para realizar pequenos e suaves movimentos desde o início de sua vida pode ser facilmente comprovada na prática: os resultados dessa atividade física light atuam no desenvolvimento emocional, mental e motor da criança.

Os pais só precisam ficar atentos para que as fases de desenvolvimento dos filhos sejam respeitadas. Os estímulos devem variar de acordo com cada uma delas. Uma criança com boa saúde física e psico-afetiva brinca espontaneamente, como forma de explorar o meio, crescer e se desenvolver.

Estímulos naturais

É possível perceber essa capacidade de se relacionar com o meio já no recém-nascido: mesmo com poucos dias de vida, ele direciona seu olhar para o rosto da mãe. No primeiro mês os bebês procuram um estímulo visual que lhe interesse, pois o controle dos movimentos da cabeça já está se desenvolvendo. A partir daí, conforme a criança desenvolve o controle de tronco - normalmente adquirido por volta dos quatro meses -, passa a sentar-se com apoio e sozinha aos sete meses.

Pode começar a engatinhar por volta dos nove meses, a ficar em pé com apoio entre 10 e 11 meses, a ficar em pé sozinha próxima dos 12 meses e, a seguir, a andar com apoio e depois sem apoio.

O bebê não pode ficar restrito ao berço, apenas deitado. Ele deve ser estimulado com brinquedos, atividades e música e o fundamental: que brinque com a família. Os pais são os agentes estimuladores do brincar

“Todos esses acontecimentos são estimulados pelo brincar, que nada mais é do que a exploração por meio dos sentidos e do movimento”, explica dr. Sônia Akopian, fisiatra do Centro de Reabilitação do HIAE.

O desenvolvimento de uma criança ocorre ainda conforme a capacidade e o grau de interesse que apresenta pelos objetos e pelos acontecimentos do meio onde vive. O bebê não pode ficar restrito ao berço, apenas deitado. Ele deve ser estimulado com brinquedos, atividades e música e o fundamental: que brinque com a família. Os pais são os agentes estimuladores do brincar.

Marcos do desenvolvimento

Acompanhe abaixo as principais etapas desse processo de formação e qual o ambiente necessário para proporcionar um aprendizado saudável. Afinal, segundo dra. Renata, “brincar é o trabalho da criança”. É pela brincadeira que se adquirem conhecimentos, se melhora o equilíbrio e a coordenação. Vale lembrar que todas as brincadeiras ou atividades nessa faixa etária devem ser realizadas com supervisão de um adulto.

Idade Atividades que consegue fazer Ambiente ideal
até 3 meses Controla a cabeça, dirige o olhar e sorri. Berço com protetores, bebê-conforto com elevação até 45 graus.
4 a 6 meses Estende a mão para alcançar objetos;
Permanece com o tronco mais firme, se for sentado e apoiado pela cintura;
Desenvolve a capacidade de rolar;
Permanece mais firme até conseguir ficar sentado com apoio nas costas;
Libera as mãos para pegar objetos.
Bebê-conforto, berço, colo, chão revestido. Material acolchoado, almofadas ou rolos para auxiliar na posição sentado.
6 a 9 meses Melhora o controle do tronco;
Coloca-se em posição de “gato”;
Começa a engatinhar e evolui até se mover por pequenas distâncias.
Chão revestido, adequação do ambiente para evitar acidentes (móveis com cantos pontiagudos, objetos pesados que possam atingir o bebê, proteção de tomadas, janelas, escadas e acesso restrito à cozinha).
9 a 14 meses Engatinha;
Apoia-se nos móveis para ficar em pé e realiza marcha lateral;
Evolui para ficar em pé e dar passos sem apoio.
Chão revestido, adequação ambiental para evitar acidentes (móveis com cantos pontiagudos, objetos pesados que possam atingir o bebê, proteção de tomadas, janelas, escadas e acesso restrito à cozinha), atenção especial a peças pequenas que não devem estar ao alcance do bebê.
14 a 18 meses Melhora o equilíbrio ao andar;
Tira peças do vestuário.
Espaços livres e sem desnível.
18 a 24 meses Corre, pula, escala;
Sobe degraus baixos.
Espaços amplos, protegidos e livres.
3 anos Fica sobre um pé momentaneamente, pedala e dança. Espaços amplos e seguros.

Fonte: Dra. Sônia Akopian, fisiatra do Centro de Reabilitação do HIAE

Atividades físicas

A pergunta que vem a seguir é: e os esportes? Qual a idade recomendada para iniciá-los? De acordo com dra. Renata, a fase para o aprendizado esportivo é a partir dos cinco anos de idade – exceto a natação, que pode ser iniciada mais cedo (veja texto abaixo). O ideal é que, dos 2 aos 5 anos, as crianças façam uma iniciação lúdica às atividades físicas. Nesse trabalho são utilizados blocos e bolas de espuma, entre outros objetos, que ajudam no desenvolvimento da consciência corporal, da coordenação motora, da lateralidade, do equilíbrio e da agilidade. Antes disso, são indicadas apenas brincadeiras visando à experimentação, à exploração e ao prazer, como as com bola, água, areia, sem cobranças do aprendizado da atividade física escolhida.

Dentro d’água

Ainda resta a pergunta sobre o momento ideal para iniciar a natação. Especialistas em educação física afirmam que a natação é uma atividade física também adequada aos bebês. Isso porque desde a gestação, eles estariam acostumados ao contato com o meio líquido e os próprios movimentos dentro da barriga da mãe se assemelhariam muito aos feitos na água.

O momento ideal para o bebê iniciar a prática da natação deve ser avaliado junto com o pediatra, que poderá avaliar as condições de saúde do bebê e orientar as precauções necessárias. “De forma geral, o ideal é iniciar a partir dos seis meses de vida, fase na qual o bebê está mais amadurecido motora e sensorialmente e já recebeu as primeiras vacinas”, afirma a dra. Sônia.

Porém, antes de realizar a matrícula de seu filho, alguns cuidados devem ser observados. Certifique-se de que o professor seja formado em educação física e especializado em natação para bebês; verifique com qual regularidade e como a água é tratada, a temperatura média da água (a recomendada é de 32ºC). Além disso, evite piscinas de uso comum ou com grande rotatividade para garantir maior controle de qualidade da água.

A natação na primeira infância é aplicada para desenvolver a capacidade respiratória e psicomotora e não para fazer a criança aprender a nadar como um peixinho

Os benefícios da prática da natação podem ser notados em vários aspectos:

  • Prepara a criança para o auto-salvamento, uma vez que traz conhecimento e adaptação do bebê ao meio líquido, facilitando assim sua busca por apoios;
  • Proporciona noções espaço-temporais;
  • Faz com que o bebê aprimore o controle da glote, isto é, o fechamento da laringe, sempre que o seu rosto entrar em contato com a água;
  • Facilita a aquisição do controle da musculatura do tronco;
  • Desenvolve o respeito da criança por entrar na água somente quando for pedido.

As crianças, em geral, têm capacidade para aprender a nadar de forma mais coordenada a partir dos 4 anos. Segundo a Dra. Sonia, “a natação na primeira infância é aplicada para desenvolver a capacidade respiratória e psicomotora e não para fazer a criança aprender a nadar como um peixinho”.

Normalmente as aulas de natação são ministradas junto com a mãe ou com o pai enquanto a criança ainda é bebê, para que tenha condição de se divertir com segurança, transformando o medo do desconhecido em um ambiente alegre e prazeroso.

Publicada em novembro/2007

Atualizada em novembro/2009


Compartilhe

Deixe um comentário

* *
* Caracteres restantes: 500
* Campos Obrigatórios

Aviso: todo e qualquer comentário publicado na internet por meio deste sistema não reflete, obrigatoriamente, a opinião deste portal ou da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. Os textos publicados são de exclusiva, integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. O Hospital Israelita Albert Einstein reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou, de alguma forma, prejudiciais a terceiros. Informamos ainda que poderá haver moderação dos comentários que apresentarem dados clínicos ou pessoais dos autores, visando garantir a privacidade destas informações. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação (nome e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.